São Paulo, 02 (AE) - Um grupo invadiu, na madrugada de hoje, a recepção do Hospital da Saúde Dona Rosa Alves da Silva, do Sistema Integrado Municipal de Saúde (Sims), antigo PAS, na Avenida Jabaquara, em São Paulo, e destruiu a porta de vidro, além de arrancar e jogar no chão computadores, impressoras, telefones e bebedouros. Funcionários disseram à polícia que eram cerca de cem pessoas e houve muita confusão e barulho, assustando pacientes da maternidade e da pediatria.
Embora alguns dos invasores tenham chegado ao terceiro andar, os problemas ocorreram na recepção, no térreo, e o atendimento não foi prejudicado. Parte dos vândalos tentou chegar à enfermaria, mas foi contida por seguranças. Não houve feridos.
A invasão ocorreu às 2h30. Há duas versões para o caso. Conforme testemunhas, os jovens saíram da danceteria Califórnia Danças, localizada em frente do hospital. Segundo vizinhos, são comuns desentendimentos na porta da casa.
Atendimento - Os frequentadores exigiam que uma moça, que teria passado mal na danceteria, fosse medicada. A recepcionista teria informado que o hospital só tem maternidade e pediatria, mas seriam prestados os primeiros-socorros. Enquanto ela era atendida, houve o tumulto. A porta de vidro foi quebrada e todos os equipamentos da recepção, arrancados. Foram até ouvidos tiros na rua, segundo informações que constam do boletim de ocorrência registrado no 16º Distrito Policial, da Vila Clementino.
A outra versão é de que as pessoas teriam invadido o hospital para escapar de uma briga na rua. Foi solicitada perícia.
De acordo com funcionários, quando os policiais militares chegaram, a maior parte dos invasores já tinha ido embora, até mesmo a moça que teria passado mal. Nem ela foi identificada porque, com a confusão, não foi preenchida nenhuma ficha.
Madeira - Na tarde de hoje foi instalada uma porta de madeira para substituir, provisoriamente, a de vidro, quebrada na invasão. Os dois computadores já estavam de volta ao balcão e funcionavam parcialmente, mas o telefone ficou quebrado.
O secretário municipal da Saúde, Jorge Pagura, foi ao hospital no fim da tarde de hoje. Indignado, ele não conseguia entender por que os invasores que ainda estavam no prédio quando a PM chegou não foram detidos. Pagura prometeu pedir ao secretário das Administrações Regionais, Naor Guelfi, que verifique se a Califórnia Danças tem licença para funcionar.
Pagura afirmou que também vai escrever ao secretário estadual da Segurança, Marco Vinicio Petrelluzzi. "Vou pedir que, da próxima vez, a PM pelo menos anote os nomes dos envolvidos", explicou. "Se não se respeita nem mais hospitais, aonde vamos chegar?"

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