Marilândia do Sul - Após ser desarmado e agredido com uma coronhada na cabeça por um grupo armado, o escrivão Mirles Eudes da Silva foi preso em uma cela da Delegacia de Marilândia do Sul (Norte), onde permaneceu uma hora, até ser libertado por policiais militares. A invasão aconteceu na noite de domingo e resultou na fuga de cinco presos que estavam cumprindo irregularmente pena na carceragem do distrito.
De acordo com o delegado Gustavo Dante, Mirles era o único policial presente na delegacia. Ninguém estava no prédio ao lado, onde funciona um destacamento da Polícia Militar. ''Os PMs estavam fazendo patrulhas na cidade e só puderam ajudar quando perceberam uma movimentação estranha na delegacia'', explicou.
A carceragem em Marilândia do Sul também sofre com superlotação. Segundo Dante, são duas celas, que abrigariam, no máximo, oito detentos, ocupadas até domingo por 19 presos. Ele afirma que pelo menos metade deles era condenada. ''Os que não fugiram são pessoas humildes, que não têm nem pra onde ir se saírem daqui'', explicou.
O delegado disse que pretende elucidar todos os detalhes da invasão ''para que o caso não fique impune''. Ele quer uma ''ação exemplar'' da polícia. ''Se não apurarmos com rigor, isso pode se tornar uma rotina'', afirmou.
Investigações preliminares apontam que o principal suspeito de articular a invasão é Aurélio José dos Santos, 53 anos, que cumpria pena por roubo. Os outros foragidos são João Soares de Araújo, 43 anos (furto); Ederson Lourenço Fidelis, 24 (roubo); Márcio Jeremias de Assis, 21 (tentativa de latrocínio) e Domingos Leonardo Rita, 21 (latrocínio).
O delegado disse que vai pedir à Secretaria Estadual de Segurança Pública que o prédio que sedia o distrito passe por obras para reforçar a segurança. Dante quer um muro mais alto e a instalação de alarmes e câmeras de segurança.

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