Grupo invade aeroporto e leva R$ 3 mi
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
Alessandro Silva Agência Folha De São Paulo 
Assaltantes invadiram o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pararam uma aeronave de pequeno porte com tiros de fuzis e roubaram um carregamento de R$ 3 milhões em dinheiro no maior assalto do ano no Estado.
A cena descrita pelas testemunhas lembra roteiros de filmes: os ladrões pularam na frente do avião Sêneca, que seguia em baixa velocidade para a cabeceira da pista principal, e abriram fogo contra o piloto, ferindo-o em um dos braços e fazendo com que ele parasse a aeronave.
A ação aconteceu por volta das 8 horas de ontem, no setor de embarque internacional -área pouco usada no aeroporto. O local fica a um quilômetro da entrada principal de Congonhas, por onde passam cerca de 25 mil pessoas por dia.
O avião da empresa Luma Táxi Aéreo seguia para Araçatuba, no interior de São Paulo, e acabara de receber malotes de um dos carros-fortes da Protege.
Pelo menos 17 homens armados com fuzis AR-15 (do exército americano) e pistolas participaram do ataque. Em dez minutos, eles renderam os seguranças da Protege, recolheram o dinheiro e fugiram sem deixar pista.
Cinco veículos foram usados na ação: quatro caminhonetes e um carro. Um deles, uma S-10, serviu para estourar o alambrado que cercava a pista.
Os assaltantes tiveram uma fuga tranquila. Não houve perseguição e, até ontem à noite, a polícia não tinha pista deles. Foi uma reprise do último assalto em Congonhas. Em 97, 12 homens armados invadiram o setor de cargas do aeroporto -do lado oposto ao de hoje- e levaram cerca de R$ 4 milhões em dinheiro. O alvo era um outro avião Sêneca, com destino a Bauru (SP).
O assalto de ontem é o terceiro maior da história de dinheiro transportado por aviões no país. O recorde é de 1996, em São José dos Campos (SP), quando uma quadrilha conseguiu levar cerca de R$ 5 milhões.
Havia ladrões dentro do aeroporto, disfarçados de passageiros, quando o carro-forte da Protege chegou, segundo o superintendente de segurança da empresa, Hirton Martins, 45.
Minutos antes, a quadrilha rendeu o vigilante do aeroporto em uma das portarias e se posicionou ao lado da pista reservada aos aviões de pequeno porte.


