São Paulo, 24 (AE) - O grupo francês Pelikan, de Marselha, que opera 18 cassinos na Europa, ásia, áfrica e na América Latina - apenas um, na República Dominicana - quer instalar duas casas de jogo no estado de São Paulo, porém fora do eixo do litoral. O investimento inicial, por meio da parceria com um estabelecimento do setor hoteleiro local, é estimado em US$ 80 milhões.
O representante da Pelikan para os paises do Mercosul, economista argentino Daniel Ulrac, acredita que a legalização dos cassinos será sancionada ainda durante o governo do presidente de Fernando Henrique Cardoso "em consequência da necessária modernização da indústria do turismo, e pela pressão no congresso dos parlamentares que representam localidades beneficiadas pela medida". Um estudo realizado pelo governo federal em 1997 estima em 10 mil o número de empregos diretos que seriam gerados por uma rede de casas de jogo equivalente a que existia no País há 54 anos, quando a atividade foi proibida pelo presidente Eurico Gaspar Dutra.
A organização, controlada pelo conglomerado industrial-financeiro Dauberville-Matra, considera as estâncias hidrominerais das regiões serranas mais favoráveis a seu empreendimento "porque nelas a única atração acaba sendo mesmo o jogo", segundo Ulrac.
Ele não revela quais são as estâncias em consideração "teórica no momento", pelo grupo Pelikan. A existência de pelo menos um hotel de luxo que possa abrigar o cassino limita as alternativas a Campos do Jordão, Serra Negra (onde funcionava o antigo hotel-cassino Pavani, cujas salas de jogo foram fechadas em 1946) e águas de Lindóia. A estrutura operacional dos empresários franceses é agressiva. De acordo com Daniel Ulrac, "24 horas depois da legalização do funcionamento dos cassinos no Brasil, um avião cargueiro estará pousando no aeroporto internacional mais próximo das cidades trazendo máquinas e equipamentos pré-montados, tudo pronto para funcionar em três dias".

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