Grupo engava pessoas carentes
Curitiba - A Fórmula Um atuava há cinco meses em Curitiba e era registrada como empreendimento imobiliário na Junta Comercial. Como não era financeira, não recebia fiscalização do Banco Central. ''Essa empresa funcionava baseada na boa-fé dos consumidores. Atingia principalmente a classe mais carente, de baixa renda'', afirmou a advogada do Procon, Elizandra Pareja.
As operações policiais começaram por volta das 6 horas de ontem em Curitiba, São José dos Pinhais, Cascavel, Porto Alegre e Belo Horizonte. Cerca de 40 policiais participaram da operação. Além das nove prisões, eles foram designados para cumprir 11 mandados de busca e apreensão. Foram presas em Curitiba Suelen Gislayne Simões, que autaria com identidade falsa para aplicar os golpes e Valderi Alves, que era supervisor da empresa. Outras sete pessoas estão foragidas.
Documentos e computadores apreendidos comprovaram que os sócios da Fórmula Um são os mesmos da Sulcar Veículos, fechada no ano passado, em Porto Alegre, acusada de aplicar o golpe da casa própria.
Ontem, os primeiros depoimentos foram colhidos pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos. Os acusados estão sendo indiciados por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e crimes contra o consumidor e a economia popular.
De acordo com o delegado Sérgio Sirino, que apura o caso, há suspeita de que tenham feito vítimas no Sul, em São Paulo, Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais.(L.P.)





