Paris, 19 (AE) - As mega fusões envolvendo os grandes grupos industriais e bancários europeus continuam na moda. Duas semanas após o grupo petrolífero franco-belga Totalfina anunciar uma OPE (Oferta Pública de Troca) sobre o grupo francês Elf, uma iniciativa considerada hostil pela direção da empresa , chegou a vez da Elf contra atacar respondendo com uma iniciativa similar
isto é, lançando uma OPE sobre TotalFina no valor de 300 milhões de francos (48 bilhões de dólares). A única diferença é que Elf pretende separar as atividades petrolíferas e químicas do futuro conjunto que deverá empregar 150 mil assalariados. Segundo o presidente do grupo Elf, Jerome Jaffré, o objetivo é implantar um projeto industrial inovador constituindo duas empresas independentes e totalmente recentrados sobre suas atividades básicas, uma inteiramente voltada para o petróleo e outra exclusivamente para a área química.
Dessa forma, nasceriam dois grupos que separadamente formariam o quarto grupo petrolífero do mundo e o quinto grupo industrial na área química. Para o presidente da Elf essa fórmula contribuiria para maiores sinergias do que as anunciadas pelo grupo Totalfina, somando-se um projeto industrial superior e uma melhor valorização para os acionistas dos dois grupos. Os projetos se aproximam em relação a flexibilidade do trabalho, pois ambos prevêem 2.000 supressões de emprego na Franca, mas 6.000 em todo o mundo. Outra diferença entre os dois projetos é que Elf está propondo três ações por cinco de Totalfina e mais 190 euros por grupo de cinco ações. A primeira OPE lançada pelo grupo Totalfina propunha quatro ações por três do grupo Elf. Na ocasião, o ministério de Economia e Finanças não se opôs à operação, prometendo não utilizar seu direito de veto, graças a ação privilegiada que detém.
O ministro de Economia, Dominique Strauss Khan , parece estimular essa mega fusão: "Ter um grupo petrolífero francês que esteja quase no mesmo nível dos três primeiros mundiais e ao abrigo de qualquer tentação de recuperação por um grupo anglo saxão ou americano, só pode ser uma boa coisa". Essa OPE lançada hoje pelo grupo Elf sobre Totalfina prevê uma redução de despesas anuais de sinergias no valor de 2,5 milhões de euros, enquanto a OPE anterior, inversa, de Totalfina sobre Elf, previa redução de despesas devido as sinergias de apenas 1,2 bilhão de euros realizáveis em três anos.

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