Grupo é retirado de área em Quinta do Sol
Sid Sauer
De Campo Mourão
Os cerca de 100 trabalhadores rurais sem-terra que invadiram a Fazenda Marajó, em Quinta do Sol (46 km ao norte de Campo Mourão), na quarta-feira de manhã, deixaram a área no mesmo dia no início da noite.
Segundo a Polícia Militar, a retirada foi pacífica e aconteceu na base do diálogo. Apenas um homem João Saraiva dos Santos foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. Ele estava com um revólver calibre 38.
Santos foi encaminhado para a 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, mas acabou liberado ontem de manhã, após pagar fiança de R$ 100,00. Ele contou à polícia que não é sem-terra e que tinha ido à fazenda apenas para levar outros dois homens.
Além do revólver dele, a PM apreendeu duas espingardas de fabricação caseira e as duas carabinas que pertencem à propriedade e que tinham sido pegas pelos sem-terra.
Segundo o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, major Erbt Afonso Pinto da Silva, 22 homens sendo 15 do Grupo de Operações Especiais e três cães foram enviados à fazenda para dialogar com os sem-terra. O diálogo prevaleceu e eles deixaram a área sem confrontos, disse o major.
Os sem-terra são de cidades da região e foram embora em quatro carros e em um caminhão. A PM continua na fazenda para evitar que a área volte a ser invadida.
A Comissão Pastoral da Terra do Paraná e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra deram outra versão do episódio e informaram que também foi preso e liberado o trabalhador rural Antonio Morales. De acordo com as informações dos trabalhadores e dos advogados ligados à Rede Autônoma de Advogados Populares do Paraná, cinco policiais estavam encapuzados.
Ao anoitecer, as mulheres e crianças teriam sido separadas dos homens. Em seguida, os pertencentes do grupo teriam sido amontoados em três caminhões e levados para as cidades de origem dos sem-terra.





