Grupo é alvo de operação por furto de gado no Noroeste
Cerca de 210 policiais civis e militares cumprem mandados em 16 municípios; organização teria furtado cerca de 2 mil cabeças de gado desde 2019
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de setembro de 2026
Cerca de 210 policiais civis e militares cumprem mandados em 16 municípios; organização teria furtado cerca de 2 mil cabeças de gado desde 2019

As Polícias Civil e Militar do Paraná do Paraná (PCPR) estão nas ruas nesta quarta-feira (9) para cumprir 64 mandados judiciais visando desmantelar uma organização criminosa especializada no furto qualificado de gado (abigeato) no Noroeste do Estado.
Cerca de 210 policiais civis e militares participam da ofensiva e contam com cães de faro e apoio aéreo de helicópteros das duas forças de segurança.
Ao todo, os agentes têm a missão de cumprir 17 mandados de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.
'Estrutura criminosa profissionalizada'
As investigações tiveram início com o furto de 29 cabeças de gado, em 13 de agosto de 2025, em uma propriedade rural de Alto Paraná. "A partir desse fato, as diligências da PCPR em conjunto com a PMPR revelaram a atuação de estrutura criminosa profissionalizada e hierarquizada, dedicada ao furto, ao transporte e à comercialização de gado na região", diz a PCPR, por meio de nota.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigações, desenvolvidas durante dez meses, indicou que o grupo era composto por cerca de 40 pessoas, com divisão de tarefas que incluíam reconhecimento prévio das propriedades, execução dos furtos, apoio logístico, fraude documental para conferir aparência de licitude aos animais furtados e escoamento do rebanho para receptadores e leilões.
“Verificamos que as ações criminosas remontam ao ano de 2019 e envolveriam o furto de mais de 2 mil cabeças de gado, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões apenas em parte da região Noroeste do Estado, locais em que foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência nos últimos anos”, detalha o delegado da PCPR João Lucas Vieira Caetano.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares, deferidas pelo Poder Judiciário após manifestação favorável do Ministério Público.
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Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, crimes contra a saúde pública e eventuais outros delitos que surjam durante as investigações.
(Com informações da PCPR)

Da Redação
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