Da Redação
Fiscais do IAP constataram com as 900 famílias do assentamento Ireno Alves dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu (Oeste), estão fazendo corte ilegal de madeira na área da fazenda. PÁG. 10
Um grupo de fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) descobriu que as 900 famílias moradoras do assentamento Ireno Alves dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu (região Oeste), estão cortando madeira de forma ilegal. O desmatamento foi constatado em parte de uma área da fazenda, sendo que eles já teriam retirado do local quase 2 mil metros cúbicos de madeira, o que equivale a 216 caminhões carregados. A denúncia contra os sem-terra foi feita por madeireiros e motoristas da região.
O desmatamento é ilegal, pois não há autorização do Ibama ou do IAP para que seja feito o corte de qualquer tipo de árvore na região. Os fiscais do IAP já conseguiram autuar 31 madeireiras e 22 caminhoneiros que transportavam árvores cortadas ilegalmente dentro do assentamento somente neste ano.
O Incra será autuado pelo desmatamento, pois as famílias recém-assentadas ainda não receberam o título de propriedade da terra. A multa é de 11.351,52 Ufirs, o que totaliza R$ 11 mil. Esta é a quarta vez que o Incra é autuado pela extração irregular de matéria-prima florestal no assentamento, segundo informou ontem a assessoria do Palácio Iguaçu.
O governo do Estado disse ainda que os assentados têm dificultado a vistoria do assentamento, que ocupa uma área de 17 mil hectares da antiga Fazenda Giacomet Marondin. ‘‘O clima na área é tenso e dificulta uma avaliação precisa da extensão do desmatamento’’, afirma o chefe regional do IAP em Guarapuava, Celso Alves de Araújo. A assessoria do Palácio Iguaçu informa que foi confirmada a existência de uma serraria dentro do assentamento e que muitos madeireiros estariam aproveitando o preço mais baixo oferecido para comprar a madeira.

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