Grupo deixou lavouras prontas para colher
Grupo deixou lavouras
prontas para colher
A desocupação não chegou a ser uma surpresa para os acampados da Jacutinga, mas a operação da PM deixou os sem-terra decepcionados e apreensivos. Há dois dias o grupo trabalhava na colheita do feijão e boa parte dos 150 hectares, onde estão plantados milho e banana, prometia ser um boa fonte de renda.
E agora, vamos ter que roubar para viver, perguntava, desesperada, a sem-terra Lourdes Schaffer, 42 anos, depois que o caminhão com suas coisas fazia poeira ao transpor a porteira da fazenda. Natural do Sudoeste do Estado, como grande parte dos acampados, Lourdes começa outro capítulo de sua peregrinação em busca de terra.
Viúva o marido foi morto quando viviam como agricultores no Paraguai Lourdes é filha de uma família gaúcha, que cresceu tanto que ficou grande para o minifúndio que tinha em Pérola do Oeste, forçando parte dos irmãos a buscar outro lugar para viver. Com duas filhas na cidade e duas que vivem a seu lado, ela se dizia sem ânimo para começar tudo de novo. Só sei viver na roça, mas não aguento mais esta vida. (L.F.M)





