Grupo define política de células-tronco
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quarta-feira, 20 de abril de 2005
Folhapress 
São Paulo- Até o final desta semana será criado um grupo de trabalho composto por representantes dos ministérios da Saúde, da Ciência e Tecnologia e pesquisadores que serão responsáveis por definir a política de pesquisas com células-tronco que o Brasil deverá seguir a médio prazo. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, durante o lançamento do primeiro edital que permite o financiamento de pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. As informações são da Agência Brasil.
De acordo com Campos, o governo quer saber quais são as necessidades de cada área de pesquisa com células-tronco. Queremos saber qual é a massa crítica que nós temos em cada área, como nas pesquisas com células-tronco ligadas a doenças degenerativas, e qual é a necessidade de apoio. É necessário criar um consenso de que essa é uma política do Estado brasileiro para ser seguida em médio prazo, disse o ministro.
Ontem, o governo lançou, em cerimônia na Câmara dos Deputados, o primeiro edital que permitirá o financiamento de pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Os recursos disponíveis são da ordem de R$ 11 milhões, metade do Ministério da Saúde e metade do Ministério de Ciência e Tecnologia.
A publicação do edital já estava prevista antes da aprovação da Lei de Biossegurança, aprovada em março deste ano, porém abrangia apenas experimentos com células-tronco adultas e de cordão umbilical. Com a aprovação da lei, também poderão ser utilizadas nas pesquisas células de embriões, desde que sejam excedentes em tratamentos de fertilidade, doados com o consentimento dos genitores e estejam congelados há mais de três anos.
A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) afirma que existem 9.914 embriões congelados nas 15 maiores clínicas de reprodução do país. Desse total, 3.219 estão congelados há mais de três anos.
O número de inscritos no maior estudo do mundo com células-tronco adultas para tratamento de cardiopatias, destinado a 1.200 pacientes, foi 30% menor do que o esperado pela coordenação do projeto. O Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL) estimou em 4 mil o total de inscritos, mas apenas 2.761 entraram em contato pelo site da instituição.


