Grupo de direitos humanos critica "mecanismo repressor" de Cuba
San Juan, 23 (AE-AP) - Os direitos humanos em Cuba estão sendo violados por um "mecanismo repressor" projetado para perpetuar os 40 anos no poder de Fidel Castro, acusou um grupo internacional de direitos humanos nesta sexta-feira (23).
Os serviços de segurança de Castro oprimem e perseguem sistematicamente suspeitos e reais oponentes a seu governo, alguns dos quais são torturados na prisão, informou o grupo Human Rights Watch, sediado em Nova York, em um estudo.
Jornalistas independentes, religiosos e ativistas de direitos humanos, médicos e economistas são vítimas de um sistema que nega direitos básicos de defesa e pune crimes banais alegando "periculosidade", afirma o relatório.
"Cuba é o único país deste hemisfério no qual ocorre este tipo de abuso dos direitos humanos - crimilizando a livre expressão e associação, prendendo dissidentes e negando acesso a monitores internacionais de direitos humanos", disse Jose Miguel Vivanco, diretor-executivo da divisão do grupo para as Américas.
A Human Rights Watch não tem permissão para visitar Cuba oficialmente desde 1995. Segundo a entidade, o relatório baseou-se em entrevistas por telefone, reportagens de jornalistas independentes e estrangeiros e outras fontes.
Cuba nega a violação de direitos humanos, alegando que sua concessão de atendimento à saúde e educação gratuitos dá mais atenção e mostra mais respeito aos direitos humanos do que qualquer outro país.
O governo cubano também nega a detenção de prisioneiros políticos, afirmando que as pessoas descritas pelos grupos de direitos humanos como prisioneiros ideológicos são na verdade criminosos comuns, violadores do código penal do país.
Segundo a Human Rights Watch, o embargo comercial imposto pelos Estados Unidos contra Cuba piorou a situação, dando a Fidel Castro "argumentos antiimperialistas" para silenciar os críticos.
Criado para derrubar Castro, o embargo encorajou leis punitivas em Cuba e dividiu a comunidade internacional quando os direitos estão em questão, conclui o relatório.





