Porto Alegre, 26 (AE) - Um grupo de cem caminhoneiros autônomos do Rio Grande do Sul fechou hoje a Rodovia BR-158, em Palmeira da Missões, região Noroeste do Estado, para o tráfego de caminhões com carga.
Carros e outros veículos circulavam sem problemas. O protesto é parte do movimento nacional da categoria pela redução do preço dos pedágios, a revisão da tarifa dos fretes, mais segurança nas rodovias e reestruturação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
Em Ijuí, na mesma região, cerca de 300 caminhoneiros reuniram-se para protestar junto à BR-285. Em Três Cachoeiras, litoral norte do Estado, junto à fronteira com Santa Catarina, o sindicato local informou que 200 caminhoneiros resolveram não trabalhar. Ficaram em suas casas para evitar os piquetes formados nas rodovias do Rio. Em Palmeira das Missões, o grupo que se reuniu às 8 horas no quilômetro 200 da BR-158, na saída para Santa Maria, prometia manter o bloqueio de caminhões carregados até o fim da semana. Em Ijuí, cidade distante 398 quilômetros de Porto Alegre, o encontro da categoria aconteceu no entroncamento da BR-285 com a RS-155.
"Não estamos organizando as manifestações, que ficaram a cargo do sindicato do Rio, mas damos nosso apoio irrestrito", acentuou o presidente da Federação dos Condutores Autônomos do Rio Grande do Sul (Fecavergs), Mariano Costa, afirmando que parte da frota está sucateada. Ele observou que 30% dos caminhões possuem mais de dez anos de estrada e não passariam na vistoria anual determinada pela nova legislação de trânsito. "Faltam recursos para a manutenção", justificou. "Hoje, continuou o caminhoneiro está comendo o seu patrimônio; não dá mais para trabalhar." Segundo ele, existem 175 mil autônomos no Rio Grande do Sul, dos quais 80 mil atuando nas rodovias e o restante, dentro das áreas urbanas.

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