João Pessoa, 09 (AE) - Um grupo de cerca de 300 policiais militares ocupa desde ontem (08) a Praça João Pessoa, em frente do Palácio do Governo da Paraíba, na capital do Estado
em protesto por reajuste salarial de 28% do soldo dos soldados, cabos e sargentos. O secretário de Comunicação Social do Estado, Luís Augusto Crispim, alertou hoje que o governo estadual poderá requisitar tropas do Exército para desobstruir a praça, caso seja necessário, para garantir a ordem pública. "O movimento está sob controle", disse o secretário.
O comandante a PM, coronel Hamilton Cordeiro, admitiu que os participantes do movimento poderão ser excluídos da PM. O comamndante negou que a corporação esteja em greve, pois todos os serviços estão funcionando plenamente. "O movimento não tem a simpatia da tropa", disse o coronel.
O líder do movimento, presidente da Associação de Soldados, Cabos, Sargentos e Sub-tenentes, sargento Onildo Rdrigues, disse que a greve é uma realidade que o governo não pode esconder. "Estamos morrendo de fome", disse, ao lembrar que um soldado recebe por mês 136 reais. Eles querem uma remuneração de 213 reais.
Em nota publicada hoje nos jornais de João Pessoa, o govenro paraibano lamentou a contramarcha ao desfile da corporação nas comemoraçõs cívicas do 7 de Setembro por um grupo de policiais militares. O governo debitou à democracia o gesto de insubordição dos PMs. "Isso faz parte do jogo democrático", disse Crispim. Ele considerou irreais as reivindicações dos PMs paraibanos. "O governo não tem caixa para bancar o que os insurretos pleiteiam", disse o secretário. Na avaliação governista, seria temerário atender às reivindicações dos PMs porque outras categorias profissionais poderão seguir o mesmo caminho.
Apesar de o governo considerar o movimento insignificante para uma corporação de 7 mil homens, Rodrigues disse que a adesão à greve é de 50%. "A greve é um efeito bola de neve; a cada dia, aumenta mais", disse. "Só deixamos a praça quando formos atendidos", disse o líder dos grevistas.

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