Grupo contra independência do Timor Leste ataca funcionários da ONU
Dili, 04 (AE-Reuters) - Um grupo de milicianos contrário à independência de Timor Leste atacou hoje funcionários das Nações Unidas e o helicóptero onde eles estavam, quando eles tentavam retirar da província indonésia funcionários de ajuda humanitária que haviam sido feridos em um ataque anterior.
Vários timorenses que trabalham para organizações de ajuda humanitária ficaram feridos quando o comboio de sete caminhões em que viajavam foi atacado pelos membros pró-Indonésia com armas caseiras e machetes na Cidade de Liquisa
cerca de 40 quilômetros a oeste de Dili, a capital de Timor Leste. O comboio estava voltando para Dili após levar comida para timorenses que fugiram de suas casas com medo da onda de violência que assola o território desde o início do ano, quando o governo indonésio informou que estava disposto a conceder a independência a Timor Leste se a população da ex-colônia portuguesa rejeitasse, em referendo, uma ampla autonomia.
Segundo comunicado divulgado pela missão da ONU em Timor Leste (Unamet), quando a equipe civil se preparava para partir levando os feridos foi atacada a pedradas pelos milicianos, que também portavam armas e machetes.
Esse é o quarto ataque do gênero contra funcionários de organizações humanitárias e da ONU, que enviou mais de 900 pessoas, membros de uma missão internacional, para fiscalizar o referendo que deverá ser realizado no dia 21 de agosto. A votação, inicialmente prevista para o dia 8 de agosto, foi adiada justamente por causa dos constantes confrontos entre membros de grupos pró-independência e pró-anexação.
Apesar de os líderes das facções rivais de Timor Leste terem chegado a um acordo de cessar-fogo na semana passada em Jacarta, os milicianos pró-anexação continuam com seu reinado de terror na tentativa de persuadir os timorenses a votar pela permanência do território como parte da Indonésia.





