Grupo continua acampado perto da fazenda de FHC
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quarta-feira, 13 de setembro de 2000
Agência Estado De Buritis 
Até o inicío da noite de ontem as tropas da Polícia Militar de Minas Gerais não haviam chegado à fazenda Córrego da Ponte, da família do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Buritis. Apenas um helicóptero da PM esteve no local. O governador Itamar Franco enviou três negociadores da área agrária para conversar com as lideranças do MST, que decidiu permanecer em frente a fazenda até que o governo federal reabra as negociações.
O ultimato dado por Itamar Franco deixou o clima tenso entre os sem-terra nas imediações da fazenda. O governador exigiu a retirada do Exército até às 6 horas de ontem. Mas três oficiais da PM do Estado, hospedados em um hotel próximo, aparentemente não acreditaram na ameaça, pois pediram ao gerente para serem chamados às 8 horas.
O coordenador do MST na região, Lucídio Ravanello, disse que a maioria dos 380 manifestantes acampados no local é favorável à invasão da fazenda, mas o dirigente do movimento descartou essa possibilidade agora. No início da tarde houve uma reação quando foi anunciado que o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, não recebeu as lideranças do MST em Brasília. O governo pediu para deixarmos os prédios públicos e assim o fizemos, mas diante disso, o governo provoca a radicalização e poderemos ter reações de desespero, afirmou Ravanello.


