Buenos Aires, 24 (AE-AP) - O Grupo Brasil, formado por 190 empresas instaladas na Argentina, propôs hoje que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conceda crédito às empresas argentinas instaladas no Brasil.
A proposta foi entregue hoje ao secretário de Finanças da Argentina, Daniel Marx. Ele recebeu o titular do Grupo Brasil, Élio Rodrigues de Almeida. Para o presidente do Grupo Brasil, este financiamento serviria para que as empresas dos dois países pudessem " competir com as multinacionais européias e norte-americanas que operam em ambas nações e que conseguem financiamento diretamente no exterior".
O empresário disse a Marx que a proposta não significa, de modo algum, uma tentativa de conseguir do BNDES subsídios às companhias brasileiras que trabalham na Argentina.
O embaixador brasileiro na Argentina, Sebastião do Rego Barros
criticou os empresários argentinos que reclamam proteção ao governo e advertiu que no futuro eles deverão adaptar-se às novas condições do Mercosul ou morrer. O setor industrial argentino, em particular, tem reclamado medidas protecionistas alegando que a desvalorização do real, no ano passado, prejudicou as exportações argentinas dentro do bloco subregional. Além disso, alegam que Brasília aplica políticas protecionsitas às suas exportações.
Dados publicados hoje pelo jornal La Nación indicam que as vendas argentinas ao País têm aumentado e que cresce o superávit comercial. Para o embaixador, "há empresas argentinas que preferem queixar-se, receber proteção e viver às custas do governo". Para ele, pode-se negociar um leque transitório para adaptações, por algum tempo. No entanto, fora disso, ou as empresas "adaptam-se ou morrem".

mockup