Rio, 15 (AE) - O Grupo Bloch ainda não decidiu se ingressa com um pedido para cassar a liminar, obtida ontem pelo empresário Hamilton Lucas de Oliveira, impedindo a negociação das ações da TV Manchete. A holding considera a decisão judicial inócua, entendente que a posse da emissora continua com o grupo. Já os funcionários da Rede Manchete - cerca de 200 - já falam em pedir a revogação da liminar na Justiça.
Desde 1993, Oliveira tenta reassumir a administração da emissora. O empresário comprou a TV Manchete em 1992, mas a emissora foi retomada pelo Grupo Bloch cerca de um ano depois por falta de pagamento. O caso foi parar na Justiça, que deu ganho de causa do Grupo Bloch. A liminar é resultado de uma apelação da setença em primeira instância.
No entendimento do advogado do Grupo Bloch, Sérgio Bermudes, embora a negociação das ações possa estar suspensa, a decisão judicial deixa claro que elas pertencem ao grupo. "Essa tese é confirmada pelo fato de o desembargador ter negado o pedido feito por Hamilton Oliveira para voltar a administrar a Rede Manchete", afirmou. "O pedido dele foi atendido pela metade, porque no recursos além da suspensão da venda das ações ele pedia o reconhecimento do direito de administrar a emissora".
A decisão judicial, no entanto, pode atrasar as negociações para venda da TV Manchete ao empresário Amilcare Dalewo Júnior, presidente do grupo TeveTV, que explora serviços de atendimento telefônico como o 0900 e o telemarketing. Dalewo já oficializou seu interesse e atualmente faz um auditoria na emissora, com vistas a fechar (ou não) o negócio ainda este mês. Hoje, a informação na TeleTV era de que ele está fora do País. Os funcionários da TV Manchete, no entanto, temem que a liminar dificulte as negociações.

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