Imagem ilustrativa da imagem Grupo atua para conter motins em carceragens
| Foto: Saulo Ohara
Equipe da região de Londrina é formada por 32 agentes; sede operacional fica na PEL 1



Outubro de 2015. Presos amotinados da unidade 2 Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) fazem 11 reféns, matam um detento e alguns conseguem escapar. Nesse cenário foi realizada a primeira operação do Serviço de Operações Especiais (SOE) em Londrina. O grupo, ligado à Divisão de Operações de Segurança (DOS) do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), foi formado para agir em situações de crise em presídios ou cadeias públicas. Essa equipe atuou na PEL 2 durante 72 dias, até que todos os presos fossem realojados nas celas, que passavam por reformas. Desde então, o SOE realizou mais de 40 operações na região de Londrina, incluindo contenção de fugas e apreensão de drogas.
Para melhorar as condições de trabalho desses profissionais, foi inaugurada, na manhã desta terça (19), na PEL 1, a base operacional do SOE em Londrina. É a quarta base do serviço no Estado. As outras ficam em Piraquara, Maringá e Cascavel (em fase de implantação). Segundo o chefe da Divisão das Operações de Segurança do Depen, e coordenador dos grupos SOE do Paraná, Humberto Benigno, 100 agentes atuam no grupo em todo o Estado. As regiões de Londrina e de Cornélio Procópio contarão com 32 agentes, que atuarão 33 cadeias públicas e nas unidades 1 e 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Casa de Custódia (CCL) e Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon).
O grupo ficará de plantão na base operacional 24 horas por dia. Quando houver princípio de motim, rebelião ou crise, será acionado. "Eles ficam exclusivamente nessa função e atendem também as delegacias. São realizados no mínimo de dois a três atendimentos por semana nas delegacias. O grupo também participa de batidas do Pelotão de Choque nas penitenciárias e realiza intervenções nas delegacias da região", explicou.
Segundo ele, a equipe foi buscar técnicas em outros Estados e países. "Visitamos a penitenciária do Texas e juntamos o que aprendemos lá às técnicas de intervenção prisional do Rio de Janeiro, de Brasília, de São Paulo. E criamos uma doutrina nossa, porque nossos presídios possuem diferenças em relação aos de outros Estados", destacou.
Segundo ele, aqui há um número grande de presos e servidores em um ambiente confinado e por este motivo há uma preocupação em utilizar armas não letais, como bala de borracha, spray de pimenta e pistolas de choque elétrico. "O objetivo principal é preservar vidas, mas, se necessário, os agentes possuem treinamento para utilizar armas de fogo", explicou Benigno.
Quando não há crise, é feito o trabalho prático de revistas gerais para retirar objetos ilícitos das carceragens. "O grupo está habilitado para atuar em todos os tipos de crise, desde tentativas de fuga até lançamento de objetos ilícitos para dentro das unidades, como drogas, celulares e armamentos", apontou.
Os agentes penitenciários que atuam no SOE são servidores de carreira e foram selecionados para participar do curso de formação especializada. "Na base, quando não há chamado, eles estarão permanentemente realizando treinamentos", garantiu Benigno.

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