Grupo armado toma Embaixada de Myanmar em Bangcoc
Bangcoc, 01 (AE-AP) - Uma dezena de jovens rebeldes, armados com fuzis de assalto e granadas de mão, tomaram como reféns diplomatas e estrangeiros nesta sexta-feira (01) dentro da Embaixada de Myanmar em Bangcoc.
Eles exigiam a libertação de todos os prisioneiros políticos de sua terra natal, governada por militares, informaram a polícia local e o grupo.
Há informações de que eles pediram um helicóptero para fugir junto com alguns reféns até a fronteira entre Tailândia e Myanmar, onde o movimento rebelde tem sua base.
Denominando a si mesmos como Vigorosos Estudantes Guerreiros Birmaneses, o grupo desconhecido também exigiu a reunião de um parlamento eleito e o diálogo entre o líder pró-democracia de Myanmar, Aung San Suu Kyi, e os militares.
As exigências faziam parte do conteúdo de um fax enviado a órgãos de imprensa locais e lido pela Associated Press. Segundo o fax, nenhum refém foi ferido. Eles pediam ainda o envio de comida a todos eles.
Três canadenses, três franceses, um norte-americano, um alemão e um pequeno grupo de malaios, cingapurianos e tailandeses estavam entre os reféns, segundo a AsiaWorks, um grupo de mídia local que entrou em contato, por telefone, com um dos estrangeiros dentro da embaixada.
Mas autoridades tailandesas informaram que o número de estrangeiros dentro da embaixada era oito, sendo três franceses, dois malaios, um canadense, um cingapuriano e um japonês, além de pelo menos cinco tailandeses. É provável que os estrangeiros estivessem na embaixada para obter visto.
"Se os (militares) não atenderam às nossas exigências, eles são totalmente responsáveis pelas consequências desta ação", dizia o comunicado, escrito em inglês.





