Grupo argentino Macri finaliza compra da Chapecó
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quinta-feira, 24 de junho de 1999
Por Milton F. da Rocha Filho 
São Paulo, 25 (AE) - Após 3 anos de negociações, finalmente a família De Nes, que controla a Chapecó, chegou a um acordo com o grupo argentino Macri (Sociedade Macri), quarto maior conglomerado industrial argentino, para transferir o controle do frigorífico. A empresa tem sua sede no interior de Santa Catarina, na cidade de Chapecó. As negociações com os principais credores, incluindo o BNDES, já estavam adiantadas e praticamente concluídas, restando apenas o que aconteceu nas últimas horas, o acerto de detalhes finais entre o grupo Socma e a família, liderada por Plínio de Nes.
Com esta compra, o grupo Socma, que hoje no Brasil é representado pela sua holding de alimentos, a Canale, dá um avanço significativo no setor. A empresa já produz no Brasil massas alimentícias, liderando o mercado no interior paulista com o Pastifício Basilar, em Jaboticabal. Possui também uma fábrica de massas no interior do Rio Grande do Sul, a Santa Isabel. Recentemente adquiriu da Quaker a marca Adria.
Há dois anos e meio a Socma fez uma due dilligence na Chapecó. Naquela ocasião, havia encontrado uma dívida de US$ 300 milhões e necessidades de urgente capitalização para a companhia. Mas como não houve acerto com os controladores naquela ocasião, será necessária agora uma nova auditoria, que deve demorar de 30 a 40 dias.
Quem assumirá a presidência da Chapecó é Alex Fontana, que é ligado à família Fontana (Sadia). Fontana já foi contratado pelo grupo Socma e é o responsável pelas negociações em andamento. A Socma deverá assumir a dívida da Chapecó. Deverá iniciar também um plano de capitalização da companhia para torná-la tão competitiva quanto Sadia e a Perdigão. Um dos seus planos é participar ativamente do mercado internacional, com exportações não só para o Mercosul como para outros países.


