Grupo apóia a desocupação
Dimitri do Valle
De Curitiba
O governador Jaime Lerner recebeu ontem no segundo andar do Palácio Iguaçu apoio de dezenas de líderes comunitários, empresariais e políticos pela retirada dos sem-terra da Praça Nossa Senhora de Salete. Quero agradecer a manifestação de todos as lideranças. Temos aqui as forças vivas de Curitiba, declarou o governador na abertura de um discurso.
Lerner frisou várias vezes que sempre esteve aberto ao diálogo e que o acampamento do MST passou dos limites. Esgotamos todos os níveis possíveis de diálogo. O que estava acontecendo no Centro Cívico não era mais um problema da terra, afirmou. O governo não tem só um lado na questão agrária, está ao lado do povo, disse, ao justificar a decisão de desocupar a praça com uso de força policial no último sábado.
O presidente da Federação das Associações Comerciais do Paraná (Faciap), Ardisson Ackel, analisou que o acampamento representava uma agressão à comunidade curitibana e uma pressão exagerada contra o governo do Estado. Ninguém está dizendo que o Brasil é uma ilha de felicidade, mas se cada um ocupasse tudo pela frente, viraria uma anarquia, afirmou Ackel. O presidente da Câmara de Vereadores, João Cláudio Derosso (PFL), considerou que o acampamento nem deveria ter começado.
Para o presidente da Federação Comunitária da Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclan), Luiz Carlos Pinto, a praça tem que ficar livre como um local de lazer para a comunidade.





