Moscou, 01 (AE-AP) - Uma desconhecida organização denominada Associação dos Escritores Revolucionários da Rússia reivindicou a autoria do atentado a bomba que feriu 41 pessoas na terça-feira num shopping de Moscou, a poucos metros do Kremlin, informaram os agentes que investigam o ataque. Nove feridos estão em estado grave.
A polícia não descarta, porém, a possibilidade de que a ação tinha sido obra do crime organizado ou uma retaliação de extremistas islâmicos em luta contra o governo central no Daguestão. A bomba era de fabricação caseira.
Em uma nota encontrada hoje (01) no shopping, o grupo anuncia que está conduzindo uma guerra contra o consumo e põe os adeptos do hambúrguer entre seus alvos. "Um hambúrguer que não foi comido por um consumidor morto é um hamburguer revolucionário. Consumidores: nós não gostamos do seu estilo de vida e ele é inseguro para vocês", assinala o comunicado, de acordo com um porta-voz do Serviço de Segurança Federal (FSB), o sucessor do serviço secreto russo, a KGB.
As autoridades disseram nunca ter ouvido falar dessa organização antes e enfatizaram que ainda é muito cedo para saber se ela é mesmo responsável pelo atentado.
O autoproclamado líder do grupo, Dmitry Pimenov, disse hoje à televisão russa NTV: "Eu não explodi o Manezh". Ele afirmou que ainda não foi interrogado pela polícia, mas seus outros comentários foram obscuros e ele não negou que seu grupo estivesse envolvido.
O grupo foi fundado em fevereiro e tem uma página na Internet, na qual há uma foto de Pimenov, e sugestões sobre uma campanha terrorista. O shopping é ponto de encontro da juventude. Os danos foram estimados em US$ 500 mil.
O prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, afirmou que o ataque poderia ser uma tentativa de desacreditar a coalizão oposicionista pela qual disputará as eleições parlamentares de dezembro.
Luzhkov, que foi um dos maiores defensores da construção do shopping, prometeu punir os responsáveis. Os culpados "deveriam ser fuzilados", afirmou ele, segundo a agência de notícias Interfax.

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