Grupo acusa soldados russos de massacrar civis
Moscou, 22 (AE-AP) - Pelo menos uma centena de soldados russas avançaram sobre as ruas de Grozny no início de fevereiro, matando pelo menos 62 civis numa onde de violência que poderá se transfigurar no pior massacre registrado até agora na Chechênia, acusa o grupo de direitos humanos Human Rights Watch.
Oficiais russos negam veementemente que tropas federais tenham tomado parte em qualquer atrocidade contra civis.
Mas o grupo afirmou hoje (22) que entrevistas feitas com sobreviventes revelam que habitantes de Aldi, subúrbio de Grozny
foram sistematicamente roubados e assassinados por cerca de 100 soldados russos entre os dias 5 e 6 de fevereiro.
De acordo com as testemunhas, as tropas também estupraram e jogaram granadas dentro de locais onde os habitantes tentavam se esconder. "Estamos totalmente chocados com essas evidências", disse Malcolm Hawkes, porta-voz do grupo de direitos humanos. "É o pior caso já registrado até agora".
Vladimir Kalamanov, apontado na semana passada pelo presidente interino da Rússia, Vladimir Putin, como comissário de direitos humanos para a Chechênia, prometeu hoje "investigar cuidadosamente todas as alegações", mas recusou-se a comentar o assunto antes de realizar uma visita à região.





