Gros foi acusado de crime do colarinho branco
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Gustavo Alves 
Rio, 23 (AE) - O novo presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros, já foi acusado por crime de colarinho branco, informou hoje o Ministério Público Federal, autor da denúncia. O processo foi extinto no ano passado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou o advogado de Gros no caso, Nélio Machado. "Ninguém está livre de uma acusação infundada", afirmou Machado.
Gros foi acusado de envolvimento em um empréstimo feito entre duas empresas da holding controladora do banco BFC, no qual ele trabalhou como diretor, lembrou Machado. "Imaginou-se que houve uma operação casada, e ele foi escolhido aleatoriamente, entre outros diretores", contou o advogado.
Ele disse que conseguiu extinguir a ação com um pedido de habeas-corpus feito à 5ª Turma do STJ, relatado pelo ministro Édson Vidigal. Nem Machado nem o procurador da República Artur Gueiros - que deu a informação sobre o processo por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público - deram maiores detalhes sobre o caso. "Faz tanto tempo, a gente acaba esquecendo", justificou o advogado do presidente do BNDES.
Em 1995, quando Gros já estava no Morgan Stanley, o Banco Central (BC) decidiu liquidar o BFC Banco e o BFC Distribuidora de Títulos Mobiliários, porque as instituições estavam com dívidas de R$ 44 milhões. No ano passado, o BC suspendeu a liquidação das instituições, que foram fechadas, por ordem judicial. Machado afirmou que existe um processo na Justiça contra os diretores do banco na época, mas afirmou que o novo presidente do BNDES não está envolvido.


