Gros diz que não tem responsabilidade sobre suposta dívida do BFC
Gros diz que não tem responsabilidade sobre suposta dívida do BFC2/Mar, 20:07 Por Maria Fernanda Delmas e Gustavo Alves Rio, 02 (AE) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros, afirmou hoje que não tem responsabilidade sobre qualquer dívida que a instituição tenha a receber do BFC - banco falido que ele dirigiu e do qual ainda é acionista. Gros argumentou que a dívida, de R$ 32 milhões, não é do tempo em que ele dirigiu a instituição. O novo presidente do BNDES acrescentou que, antes de assumir o cargo, certificou-se de que ainda não havia nenhuma pendência judicial e administrativa contra ele por causa do BFC. "Não sou louco", afirmou Gros. "Se o resultado da consulta (ao BC e aos advogados) fosse o contrário, eu teria ficado quieto no meu canto", argumentou, após a cerimônia de transmissão do cargo com o ex-presidente do BNDES Andrea Calabi. Gros garantiu que pelas circunstâncias especiais da renegociação desta dívida ela será feita com "a maior transparência possível", ao contrário do que normalmente acontece. A renegociação, acrescentou, também terá de ser aprovada "pelos escalões superiores". Segundo o presidente do BNDES, estas providências devem ser tomadas como uma "higiene ética" sobre a questão. Ele lembrou que a responsabilidade pelas dívidas cabe aos gestores e não aos acionistas como ele que, apesar de ter deixado o BFC, continua tendo uma parcela de 11% do capital porque os outros sócios não conseguiram comprá-la. Gros informou também que caso venha a ser constatado que há alguma dívida do BFC com o BNDES pela qual ele seja responsável, o seu patrimônio "responderá por isso". Cobrança - No seu primeiro discurso no BNDES, Gros declarou que "o BNDES é essencialmente um banco e atuará na cobrança de seus créditos". O Ministério Público Federal ainda está apurando a veracidade das denúncias sobre o BF. A procuradora Silvana Batini, responsável pelo procedimento administrativo, informou que, na análise da Procuradoria, as notícias, se verdadeiras, são "graves".





