São Paulo, 05 (AE) - O 5.º Grito dos Excluídos, que ocorrerá terça-feira em várias cidades do País e terá o ato principal em Aparecida (SP), vai deixar de fora dos palanques os slogans da Marcha dos 100 Mil, que exigiam o impeachment ou a renúncia do presidente, para insistir na necessidade de mudança da política econômica e no alerta à oposição para que apresente alternativas concretas ao atual modelo. "Nossa bandeira, agora, não é fora FHC", informa Ari Alberti, um dos organizadores da manifestação em São Paulo. "É fora este modelo econômico; também serve para alertar a oposição de que se chegar ao poder e mantiver este modelo, vai ouvir o Grito".
Integrante da Pastoral dos Migrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Alberti avalia que o que está em jogo "é a forma de governar" o País e a necessidade da construção de uma sociedade baseada em valores como "a solidariedade e a partilha". O lema do Grito, este ano, é Brasil, um filho teu não foge à luta. Um dos momentos mais importantes, terça, em Aparecida, será a distribuição de quatro mil pães para a multidão de 80 mil pessoas que é aguardada na Basílica de Nossa Senhora de Aparecida. Além do Grito, haverá a 12.ª Romaria dos Trabalhadores, tradicional ato que sai do porto
onde foi encontrada a imagem da santa, rumo à igreja. A missa na Basílica está marcada para as 10 horas da manhã, e o ato para as 11h30, no pátio do estacionamento.

mockup