A Arquidiocese de Curitiba promove hoje, em Curitiba, juntamente com as Pastorais Sociais, Conselho de Leigos e movimentos sindicais, o ‘‘Grito dos Excluídos’’, utilizando como tema ‘‘Progresso e Vida, Pátria sem dívidas’’. O evento será realizado em todo o País. Em Curitiba, começa às 9 horas, com uma concentração em frente à Paróquia de São Braz.
O Grito dos Excluídos deste ano vai concentrar seu tema nas denúncias das dívidas sociais do campo, da saúde, educação e habitação. Além da celebração habitual, as pessoas que ainda não votaram no plebiscito nacional sobre a dívida externa, que acontece desde o dia 2 de setembro, poderão fazê-lo.
‘‘Nós temos que celebrar a vida, mas com dignidade e oportunidades para todas as pessoas. Não é possível que paguemos nossas dívidas externas e ao mesmo tempo deixemos de lado a dívida social com o povo’’, afirmou Luzia Ramos, do Centro de Formação Irmã Araújo (Cefuria).
A contagem dos votos do plebiscito da dívida será feita nos dias 8 e 9, e o resultado será encaminhado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no dia 10. Em 1999 a dívida externa do Brasil atingiu US$ 239 bilhões.
O resultado nacional do plebiscito será divulgado no dia 13 e a meta nacional é atingir 10 milhões de votos para propor um projeto à Câmara dos Deputados para avaliação do pagamento ou não da dívida. No Paraná, os coordenadores do movimento esperam conquistar 600 mil assinaturas.
Em Londrina, o Grito dos Excluídos encerrará hoje a votação do Plebiscito Nacional da Dívida Externa na cidade. Às 9 horas, o bispo auxiliar dom Vicente Costa depositará seu voto no local de votação, nas proximidades do Coreto do Calçadão (centro da cidade). Durante o grito, categorias profissionais discorrerão sobre os problemas sociais. Ao meio-dia será feita a partilha do pão entre os presentes e o grito grito, a exemplo do que ocorrerá em todo o País.

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