Londrina - Com o lema "Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular", foi realizada ontem a 19ª edição do Grito dos Excluídos. Depois da concentração na Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, os cerca de 300 participantes caminharam até a Avenida Leste-Oeste, onde desfilaram.
Segundo Márcia Ponce, coordenadora arquidiocesana das Pastorais Sociais, o Grito é uma reflexão da Campanha da Fraternidade, que neste ano foi voltada aos jovens. "Vamos chamar a atenção para a falta de acesso aos aparelhos sociais, dizer ‘não’ à redução da maioridade penal e lutar pelo jovem que continua sendo exterminado, o negro e de periferia."
Além dos representantes sindicais e das pastorais da Igreja Católica, membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), do movimento negro, dos moradores de rua, também participaram pela primeira vez do Grito os alunos da Escola de Circo de Londrina. O coordenador Paulo Líbano afirmou que pretende chamar a atenção do poder público para a escola, que atende quase 200 alunos, a maioria em projetos sociais e no entanto continua sem uma sede.
Neste ano o Coletivo Elitytrans de Londrina participou da organização do evento. "Como fazemos um trabalho de inserção, é muito importante esse espaço, para combatermos a exclusão", afirmou Melissa Campus, presidente do grupo.
Agnesmare Sampar Melchior, da pastoral da Juventude da Paróquia Nossa Senhora dos Migrantes, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina) avaliou o Grito como a finalização dos trabalhos envolvendo os jovens neste ano.

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