Grito dos Excluídos pede transformação
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quarta-feira, 06 de setembro de 2006
Fábio Galão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O 12º Grito dos Excluídos, que será realizado hoje, feriado do Dia da Independência, terá como tema este ano ''Brasil: na força da indignação, sementes de transformação''. O ato é promovido por movimentos sociais e pastorais ligados à Igreja Católica em todas as capitais do País, além de cidades do interior. O Grito é realizado, anualmente, em 7 de setembro, desde 1995, com objetivo de ''denunciar todas as formas de exclusão e suas causas profundas que levam o povo a viver em condições precárias''.
Segundo os organizadores, no Paraná o Grito será realizado em Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Irati. Este ano, as principais reivindicações serão: mudanças na política econômica, com suspensão do pagamento da dívida externa e prioridade para as políticas sociais; anulação do leilão da Vale do Rio Doce; reforma política, que vá além de financiamento público de campanha e fidelidade partidária; e investigação e punição rigorosa em casos de corrupção.
''Estamos num momento importante, no contexto das eleições. Queremos a participação do povo, dos excluídos em especial, na mudança política. A democracia deve ir além do voto e o povo deve fiscalizar os eleitos. Também queremos que sejam realizados mais referendos e plebiscitos'', afirmou Dom Ladislau Biernaski, representante das pastorais sociais.
''Nacionalmente, o Grito terá três eixos principais: denunciar o modelo econômico concentrador de renda, permitir a manifestação das vítimas desse modelo e propor alternativas'', disse Maria Izabel Machado, representante da Coordenação dos Movimentos Sociais.
O Grito dos Excluídos também terá reivindicações locais. Em Curitiba, por exemplo, a mobilização pleiteará também mais saúde, educação e segurança. Os organizadores estimam que na capital paranaense cerca de mil pessoas participarão do protesto. Os manifestantes se reunirão a partir das 10 horas, no pátio da prefeitura.
Ontem, os movimentos sociais fizeram uma passeata no Centro de Curitiba, como parte do Dia Nacional de Luta pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce.


