Belém, 05 (AE) - Cerca de dez mil pessoas devem participar na terça-feira (07) pelas ruas centrais de Belém (PA)
do quinto "Grito dos Excluídos". Segundo o padre Adriano Sella, coordenador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Estado, diversas delegações de trabalhadores rurais, desempregados e pessoas que estão "passando fome" em dezenas de municípios paraenses estarão na capital para protestar contra o atual modelo econômico do governo federal.
Sella afirmou que manifestação será realizada no mesmo horário, às 9 horas da manhã, do desfile militar, mas isso não é uma coincidência. "O horário foi escolhido de propósito, porque os marginalizados deste País clamam por uma verdadeira independência". Para ele, o Brasil é uma nação que não precisa da ajuda externa para alimentar seu povo e retomar o crescimento com justiça social. "O problema é de vontade política dos governantes".
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), entidades de direitos humanos, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos estarão com seus militantes na marcha. E anunciam novos protestos contra a impunidade dos acusados pelas mortes de lavradores em Eldorado dos Carajás. A Polícia Militar, responsável pela segurança dos manifestantes que participarão do "Grito dos Excluídos", pediu ajuda das Forças Armadas para evitar que o desfile militar, programado para a Avenida Presidente Vargas, seja prejudicado por atos de protesto.

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