Grito dos Excluídos cobra direitos iguais
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terça-feira, 07 de setembro de 2010
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pelo menos 500 pessoas participaram, ontem em Curitiba, da 16 edição do Grito dos Excluídos, manifestação realizada em todo País desde 1995 por movimentos populares e as Pastorais Sociais da Igreja, sempre no dia 7 de Setembro. O objetivo é promover uma reflexão sobre a exclusão social no País.
O lema escolhido para a mobilização deste ano foi ''Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular''. A idéia é chamar a atenção para a questão dos direitos sociais colocados na Constituição, mas que não são cumpridos, bem como convocar a população a se organizar para lutar por seus direitos.
Em Curitiba, a manifestação foi feita este ano no bairro Sabará, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Caravanas de outras cidades da Região Metropolitana se integraram à programação, que contou com uma caminhada pelo bairro. O local foi escolhido, segundo Osmano Soares dos Reis, presidente da Associação dos Moradores da Vila Esperança e Nova Conquista e integrante da organização do Grito, em função da situação de milhares de moradores da região. ''Nós fomos enganados pela Cohab há mais de 20 anos. A Cohab vendeu os terrenos para os moradores e agora o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) cancelou os contratos'', diz. De acordo com com ele, 37.551 contratos foram cancelados na CIC.
Neste ano, o Grito dos Excluídos acontece junto com o Plebiscito Popular Pelo Limite da Propriedade de Terra. O plebiscito propõe a fixação de um limite para o tamanho das propriedades rurais, com destinação das áreas excedentes para a reforma agrária. A consulta está sendo feita em todos os Estados desde o dia 1º e seria encerrada ontem.


