Imagem ilustrativa da imagem Gripe mata idosos em Ibiporã e Toledo
| Foto: Rodrigo Nunes/MS



O Paraná registrou mais duas mortes por gripe segundo informe epidemiológico publicado pela Divisão de Vigilância das Doenças Transmissíveis, ligado à Superintendência de Vigilância em Saúde. Uma das vítimas era de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) e a outra de Toledo (Região Oeste).

A Superintendente de Vigilância em Saúde Júlia Valéria Ferreira Cordellini, destacou que agora o total de óbitos por influenza em 2018 passou a ser de 10 pessoas. "Em Ibiporã foi uma pessoa do sexo masculino de 74 anos que tinha várias comorbidades pulmonares, neurológicas e renais. Essa pessoa era vacinada. Já em Toledo a pessoa era do sexo feminino e tinha 83 anos, mas tinha estado vacinal ignorado. A paciente tinha uma comorbidade, que era a cardiopatia", destacou a superintendente.

Ela afirmou que não tem informação de quando esses pacientes procuraram a rede de saúde. "O que podemos dizer é que temos fosfato de oseltamivir em todas as nossas regionais. Nunca faltou essa medicação. Todas as nossas regionais e as secretarias de saúde de todos os municípios foram capacitadas. Todos foram capacitados sobre o protocolo de atendimento e todos os serviços têm contato com vigilância epidemiológica. A Sesa (Secretaria de Estado de Saúde faz videoconferências para atualizar os profissionais, inclusive temos mais um agendado na próxima sexta-feira", apontou.

O Estado já vacinou 1.761.552 milhão de paranaenses, correspondendo a 59,7% de cobertura vacinal. Os índices de vacinação dos grupos são:crianças - 40,8 %; trabalhadores de saúde - 49,3 %; gestantes - 48,1 %; puérperas - 72,3 %; indígenas- 92,2%; idosos - 73,2 %; professores - 58 %. As porcentagens e números foram atualizados nesta quarta-feira (16). ""Graças a Deus tivemos um dia D muito bom. Na regional de Ivaiporã 73% do público-alvo foi vacinado e em Paranavaí 74% do público-alvo já recebeu a vacina. Infelizmente na regional de Londrina a cobertura total é de 59, 7%, abaixo dos 70% que estavam projetados para essa fase. Minha expectativa é que todas as regionais deveriam estar acima de 70% para melhorar a cobertura vacinal. Principalmente quando olha a cobertura vacinal de crianças, que está em 37, 1%", destacou.

Ela ressaltou que foram realizadas as chamadas para que as pessoas procurem as unidades antes do término da campanha. "A proteção só faz efeito a partir de 15 dias da aplicação da vacina", apontou.

"Estamos monitorando semanalmente a situação com boletins todas as quartas-feiras. A área técnica tem um processo de investigação e de vigilância contínuo. O que precisamos é que as pessoas façam a busca da vacina. E se alguém tiver febre alta, dores de garganta e dores no corpo o recomendado é que procurem unidades de saúde para avaliar se é gripe ou outra virose. Depois disso, aqueles que receberem medicação devem retornar às unidades de saúde em que foram atendidos para fazer uma reavaliação", aconselhou. (Colaborou Isabela Fleischmann)

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