Curitiba- Apesar da APPA ter justificado o abate como forma de evitar a gripe aviária, esta seria uma doença pouco provável de ser contraída por causa da população de pombos, no ambiente portuário, segundo Eunice de Souza do Ibama-PR. ''Os pombos teriam que ser contaminados por aves migratórias e não seriam as únicas aves. Existe a preocupação de transmissão de outras doenças sérias pelas fezes secas que podem entrar em contato com a pessoa pela respiração. Não precisa tocar no pombo para se contaminar'', explicou ela.
''Quando acumulam muitas fezes, em certos locais, pode desenvolver fungos que em contato com as vias respiratórias comprometem os pulmões, como é o caso da criptococose, histoplasmose e ornitose. Os fungos podem contaminar os alimentos, no caso da salmonela, e causam distúrbios gastrointestinais'', disse Paulo Guerra, veterinário da Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado de Saúde.
''Os portos informaram a concretagem na via de acesso, isso já é muito bom, porque diminui o volume de grãos disponíveis para os animais se alimentarem. Existem cidades na Europa que fizeram manejo durante cinco anos para conseguir o controle populacional dos pombos. É preciso um trabalho continuado a médio e longo prazo'', reforça Guerra.
Segundo ele, a pedido do Ministério Público, a Secretaria de Saúde fez um levantamento sobre as doenças transmitidas pelos pombos domésticos para que fosse estudada a possibilidade ou proibição do extermínio da espécie. Entre os anos de 2003 e 2005 foram registrados 159 casos e 19 óbitos. ''É importante salientar que o risco existe, mas não significa que em todos os casos as doenças foram transmitidas por pombos, mas qualquer ave, sem falar que os casos de morte estavam ligados a pessoas de baixa imunidade'', informa Paulo Guerra.(F.G.)

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