Gripe A pode atingir 120 milhões nos EUA
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Folhapress 
Nova York, EUA - Estudo divulgado pelo conselho de consultores em ciência e tecnologia do presidente dos EUA, Barack Obama, afirma que o vírus da gripe A (H1N1) pode atingir até 120 milhões de americanos, o equivalente a 40% da população. O relatório destaca que os números do estudo não representam uma projeção, mas um cenário possível elaborado a fim de auxiliar o governo no planejamento de políticas públicas para atendimento da população.
A pesquisa indica que de 60 milhões a 120 milhões de pessoas poderão apresentar os sintomas e mais da metade irá precisar de atendimento médico. Com isso, o número de internações na epidemia é estimado em 1,8 milhão de pessoas. Deste total, 300 mil com necessidade de tratamento intensivo.
Morte em Londrina
A Secretaria de Saúde de Londrina recebeu, na segunda-feira à noite, exames de um homem que morreu na última sexta-feira, dia 21. O resultado foi positivo para gripe A (H1N1), embora, segundo o secretário Agajan Der Bedrossian, não seja possível afirmar que ele tenha falecido em decorrência da doença. Às 6h15 da manhã de sexta-feira o Samu recebeu uma chamada de um homem que estaria em parada cardiorrespiratória. Quando chegaram ao local, fizeram o procedimento de reanimação e imediatamente ele foi conduzido ao hospital. Entretanto, assim que deram entrada, o homem sofreu novamente outra parada. Infelizmente, dessa vez ele veio a óbito, informa o secretário.
Foi colhido material para a constatação de possíveis problemas de saúde, inclusive para gripe A. Esse é um procedimento normal quando acontece morte sem causa definida. Tanto que na certidão de óbito dele consta morte por causa desconhecida. Contudo, recebemos o resultado dele e foi confirmado que ele estava com o vírus H1N1, ou seja, ele tinha a gripe A.
Mesmo com o resultado positivo para a doença, Agajan diz que não dá para afirmar que o homem tenha morrido em decorrência da gripe A. Ele nem chegou a ficar internado. Segundo familiares, ele não apresentava nenhum sintoma, nenhuma alteração no quadro de saúde. De acordo com um rastreamento epidemiológico feito, cruzamos algumas informações e detectamos que ele apenas reclamou de dores musculares e teve febre baixa, de 37 graus. Mas nada gritante, detalhou
Com a morte deste homem, sobe para três o número de óbitos de pessoas em Londrina com o vírus H1N1. Até o final da tarde, 192 casos foram confirmados, sendo 187 medicados, curados e liberados. Dois ainda estão em tratamento. O Paraná já registrou 155 mortes.(Com Marian Trigueiros/Reportagem Local)


