Em greve desde o início de julho, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos ministérios da Saúde e do Trabalho vão ocupar na manhã de hoje o prédio da gerência executiva do INSS em Londrina, localizado na avenida Duque de Caxias, em protesto ao corte do ponto dos grevistas com descontos dos 30 dias de expediente.
O integrante do Comando de Greve do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), Maurício Barros, afirmou que os servidores aguardam a manifestação da chefia local, já que os descontos teriam sido realizados, de acordo com ele, apenas em Londrina e Ponta Grossa. "A prévia do holerite confirma que o salário do mês foi todo descontado, o que é muito complicado para os trabalhadores", comentou. A ocupação deve começar por volta das 7h30 com encerramento previsto até às 14h.
Barros informou que as perícias médicas, agendadas antes do início da paralisação, no dia 7 do mês passado, ainda estão sendo realizadas nas três unidades do INSS em Londrina, pois os médicos continuam em serviço. "No entanto, as perícias também devem ser paralisadas em breve, já que o agendamento é realizado pelos servidores", adiantou.
Além dos funcionários do INSS, o Sindprevs ainda representa servidores federais na área da saúde e da Delegacia Regional do Trabalho, que paralisou as atividades em Londrina, como emissão de carteiras trabalhistas e entrada de benefícios aos empregados e demitidos. A greve nacional dura mais de 50 dias e as sedes do INSS em São Paulo e Brasília já foram ocupados pelos grevistas. Segundo Barros, a categoria reivindica a realização de concursos públicos para cobrir a defasagem de servidores, a aprovação de Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), a incorporação das gratificações nos vencimentos e a reposição salarial de 27% para perdas acumuladas pela inflação nos últimos três anos. "A proposta do governo é de reajuste em 21% parcelados nos próximos quatro anos", acrescentou. Os servidores também cobram a ampliação do horário de atendimento de 8 horas para 12 horas com dois turnos sem interrupção durante o horário do almoço e a igualdade entre servidores e pensionistas em reposições salariais.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do INSS para esclarecimentos sobre o corte do ponto em diferentes municípios, mas não obteve nenhum retorno até o fechamento desta edição.

mockup