Grevistas das universidades tentam nova negociação com o governo
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segunda-feira, 09 de março de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Londrina - Representantes dos sindicatos de professores e funcionários das universidades estaduais se reúnem na manhã de hoje com o líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, Luiz Claudio Romanelli (PMDB). A intenção é formalizar o compromisso do Governo Estadual com as reivindicações já expostas pela categoria.
Nilson Magagnin Filho, vice-presidente do Sindiprol/Aduel, sindicato dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), destacou que o documento oficial é essencial para que os professores possam se manifestar sobre a continuidade ou não da greve.
"Queremos a garantia, por escrito, de que o decreto da autonomia universitária será revogado, de que o governo não reenviará o projeto de mudanças no Paranaprevidência e de que o pagamento do 1/3 de férias será realizado", destacou. Uma nova assembleia entre os docentes da UEL já foi agendada para esta quinta-feira, no campus.
Apesar de a Justiça ter determinado na última sexta-feira o retorno imediato dos professores e servidores ao trabalho, o Sindiprol/Aduel e a Assuel Sindicato, que representa os funcionários, não haviam sido notificados da decisão até o final da tarde de ontem.
Os servidores realizaram uma nova manifestação no campus durante a manhã e entregaram panfletos aos funcionários que não haviam paralisado as atividades. O presidente do sindicato, Marcelo Seabra, também viajou para Curitiba para tentar uma nova rodada de negociações com o governo.
Já os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) decidiram suspender a greve. Por meio de nota, o Sinteemar, que representa a categoria, informou que os atendimentos no Hospital Universitário serão retomados sem restrições a partir de hoje. Os servidores permanecerão em estado de greve até que o governo cumpra todos os compromissos firmados. No entanto, a volta às aulas na universidade depende ainda de reuniões entre os professores.
A FOLHA não conseguiu contato ontem com representantes da Seção Sindical dos Docentes da UEM (Sesduem) e da Seção Sindical dos Docentes Universitários de Paranaguá (Sindunespar). Representantes dos outros seis sindicatos de servidores e professores das universidades estaduais informaram que não haviam sido notificados, até a tarde de ontem, da decisão judicial que determina o retorno aos trabalhos.
A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) informou, por meio da assessoria de imprensa, que aguarda que os sindicatos realizem as assembleias. A assessoria reforçou que a Seti vem mantendo contato com as reitorias das universidades. (Colaborou Fábio Galão)


