Jundiaí, SP, 13(AE)- Os 500 trabalhadores da Coca-Cola em Jundiaí, no interior de São Paulo, que entraram em greve na última quarta-feira, decidiram fazer uma grande manifestação amanhã (14) na porta da fábrica. Eles vão levar para a Rodovia Dom Gabriel (Estrada Jundiaí-Itu) caminhões de som dos sindicatos dos Alimentícios de Jundiaí, dos Petroleiros de Campinas e dos Metalúrgicos de Jundiaí, Sorocaba e Grande ABC.
O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, confirmou presença no protesto. Para tentar furar a greve, a Coca-Cola tem colocado até helicóptero para transportar funcionários. Por enquanto, garante a empresa, os consumidores não ficarão sem refrigerante.
A Coca-Cola mantém em Jundiaí mil funcionários. Os que paralisaram as atividades são os da produção. Eles reivindicam o retorno ao trabalho de 67 companheiros demitidos na última terça-feira. Várias mesas-redondas foram realizadas por intermédio do Ministério do Trabalho, mas não houve acordo. A Panamco Brasil, responsável pela produção do refrigerante diz que está dando assistência médica e outros benefícios proporcionais aos demitidos, que serão substituídos, devido à mudança do perfil do mercado.
O presidente do Sindicato dos Alimentícios, Gerson Sartori, diz que não tem sentido demitir pessoal qualificado para contratar gente sem experiência, para a produção. "Eles querem é reduzir os salários", comentou. O sindicalista disse ter oferecido redução da jornada de trabalho, demissão voluntária e a empresa não aceita nada.
Com a manifestação marcada para amanhã (14), muitas carretas podem ser impedidas de sair da fábrica, prejudicando o abastecimento do mercado, principalmente na Capital. A Polícia Militar tem mandado até 15 viaturas para a porta da empresa para garantir a ordem.

mockup