Grevistam discutem proposta na segunda
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os docentes das instituições federais de ensino superior no Paraná realizam na próxima segunda-feira as assembleias para discutir a nova proposta do governo. Entretanto, baseando-se nos primeiros resultados apresentados por algumas instituições pelo Brasil, a greve dos professores federais, que completa hoje 70 dias, ainda está longe de terminar.
Segundo o professor Ivo Queiroz, presidente do Sindicato dos Docentes da UTFPR (Sindutfpr), que acompanhou a reunião de ontem à tarde do Comando Nacional de Greve na sede do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), em Brasília, duas instituições do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro já tinham recusado plenamente a nova proposta federal.
O Andes-SN informou que vai aguardar até a próxima quarta-feira o posicionamento das mais de 50 universidades para anunciar oficialmente a posição da entidade. ''Vamos esperar até a assembleia para definir o nosso posicionamento. A princípio, o panorama não parece ter mudado, mas temos que aguardar pela decisão final'', disse Queiroz.
A nova proposta inclui reajustes que variam de 25% a 40% ao longo dos três próximos anos. De acordo com o professor Luiz Allan Kunzle, presidente da Associação dos Docentes da UFPR (APUFPR), eles aguardam a chegada do documento com a proposta oficial para ser analisada. ''Apesar disso, um dos principais pedidos da categoria, de reestruturação da carreira parece ter sido deixada de lado pelo governo federal'', apontou.
Por outro lado, a Federação dos Sindicatos dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) decidiu indicar que as sete entidades ligadas ao órgão aceitem a proposta governamental. No Paraná, a decisão afeta apenas o Instituto Federal do Paraná (IFPR). UFPR, UTFPR e Universida da Integração Latino-Americana (Unila) são filiadas ao Andes-SN, que não mostrou entusiamado com a nova oferta.


