Greves prejudicam italianos
Roma, 21 (AE-AP) - Cerca de 11 mil médicos cruzaram os braços hoje (21) junto com radiologistas, anestesistas e outros especialistas da área de saúde, na primeira onda de greves programadas para esta semana que atingirão desde o setor de transporte até o atendimento de emergência dos hospitais na Itália. Apenas cirurgias de emergência e outros tratamentos vitais serão garantidos durante a greve em protesto por reformas feitas pelo governo no setor de saúde aprovadas na sexta-feira passada. As mudanças forçarão os médicos a escolherem entre os setores privado e público ao invés de poderem dividir seus dias entre ambos, a se aposentarem aos 67 anos, ao invés de aos 75, e a terminarem com a prática de cargos vitalícios para os chefes de departamentos. Também hoje (21) as brigadas de incêndio dos aeroportos deram início a uma paralisação de oito horas. No entanto a adesão foi pouca e os vôos continuam saindo e entrando na Itália nos horários programados. Para amanhã estão marcadas greves dos funcionários que operam as balsas que ligam a Sicília à península e dos ferroviários de Nápoles. Na quarta-feira será a vez dos ferroviários de Toscana e Veneza pararem, e na sexta-feira os funcionários dos aeroportos de Linate e de Malpensa, em Milão, estarão paralisados. Os funcionários do setor de transporte protestam contra os planos do governo de reformular os horários de trabalho e de cortar pessoal.





