Curitiba - As greves dos servidores da Justiça do Trabalho, dos auditores fiscais da Receita Federal e dos funcionários do Banco Central estão causando transtornos no Paraná. As três paralisações tiveram início este mês. A diretoria sindical dos auditores fiscais informou ontem que há aproximadamente US$ 500 milhões em carga importada parados no Porto de Paranaguá, devido à greve da categoria.
''Nas exportações, em razão de um ofício da Justiça que estipulou que ao menos 30% dos auditores fiscais deveriam trabalhar, o ritmo é de operação padrão'', explicou o auditor fiscal Ederson de Melo Rocha.
No Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), cerca de 60% das cargas para importação e exportação estão paradas. ''Parte das mercadorias está sendo liberada através de liminares, além de produtos perecíveis e medicamentos'', comentou Arlindo Guerro, inspetor da Receita Federal em Curitiba.
Servidores de 51 das 77 varas da Justiça do Trabalho no Paraná haviam aderido à greve da categoria até a tarde de ontem, segundo o sindicato dos funcionários. Nestes locais, não estão sendo recebidas novas ações e não estão sendo realizadas audiências e cargas de processos. Os prazos processuais estão suspensos. ''Infelizmente, a paralisação foi nosso último recurso'', disse Seres Pessoa, integrante do comando de greve.
Já a greve dos funcionários do Banco Central tinha uma adesão de 70% na representação de Curitiba até a tarde de ontem. Os sindicalistas informaram que o setor de fiscalização bancária e de instituições financeiras está parado e o atendimento ao público não está sendo feito. A distribuição de dinheiro não é efetuada há cinco dias.
Os servidores da Justiça do Trabalho pedem a criação do Plano de Cargos e Salários; auditores da Receita Federal reivindicam a implementação do Plano de Carreira da categoria e a correção da tabela de remuneração. Já os funcionários do Banco Central querem reajuste salarial de 10%.

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