Greve surpresa prejudica atendimento no INSS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de março de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Cerca de 4 mil pessoas deixaram de ser atendidas ontem nas agências do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em todo o Estado devido à greve de 48 horas iniciada pelos servidores. O atendimento nos postos, o cálculo da revisão de aposentadorias e novas concessões de benefícios estão interrompidos. Apenas estão garantidas as consultas agendadas previamente pelos peritos médicos, que fizeram greve no final do ano passado e garantiram melhorias salariais e concurso público em portaria publicada pelo governo federal.
No Paraná, segundo o comando de greve, 43% das agências fecharam as portas. As cinco agências de Curitiba permaneceram fechadas no primeiro dia de paralisação e outras duas da Região Metropolitana. No Oeste, nove das 12 agências não abriram. No Norte Pioneiro, quatro das dez agências fecharam. Na regional de Maringá, apenas uma das oito sedes do instituto fechou para atendimento ao público. Das dez agências dos Campos Gerais, somente a de Guarapuava ficou fechada ontem.
Entre as pessoas que deixaram de ser atendidas ontem em Curitiba estava o office-boy Alan Harrison, 19 anos. Ele precisava de uma listagem de débito da empresa que trabalha. Encontrou as portas da agência central fechadas. ''Trabalho e estudo. O tempo é curto. Deveriam ter divulgado melhor essa greve'', reclamou ontem.
O comando de greve do INSS pede 127% de reajuste salarial, o que corresponde às perdas salariais entre 1995 e 2003. Os servidores federais também querem que o governo federal propicie melhores condições de trabalho a todos os funcionários da seguridade social. Estão entre esses profissionais, os servidores dos ministérios da Saúde, Trabalho e Previdência, além dos que servem à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o do próprio INSS.


