Greve reduz serviços de segurança no RS
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segunda-feira, 22 de março de 2004
Agência Estado 
Porto Alegre, RS- Os policiais civis, peritos e agentes penitenciários do Rio Grande do Sul entraram em greve ontem, mantendo apenas o atendimento de ocorrências mais graves, como homicídios, estupros e crimes contra crianças e adolescentes. A Polícia Militar tem reivindicações semelhantes às da Polícia Civil e optou por pressionar o governo com uma operação-padrão.
A adesão, segundo o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia, chegou a 90% do limite de 70% de servidores parados permitido pela legislação. Na maioria das delegacias, faixas e cartazes explicam que os funcionários querem reajuste de 28% - desde 1995 não recebem reposição. No ano passado os servidores do Legislativo e Judiciário do RS conseguiram reposição de 28%.
A Associação de Cabos e Soldados calcula que 300 viaturas que vinham sendo usadas apesar de estar em más condições foram deixadas nos quartéis. O Rio Grande do Sul tem 5,2 mil policiais civis com salário básico de R$ 365 e 21 mil policiais militares com vencimento inicial de R$ 192. As duas corporações recebem 222% de adicional de risco de vida.


