Greve reduz produção em montadoras no Paraná
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quarta-feira, 09 de setembro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As montadoras Volkswagen e Renault localizadas em São José dos Pinhais já deixaram de produzir mais de 6 mil veículos com a greve dos metalúrgicos, que começou na semana passada. A Volks está com a produção parada desde as 14 horas da última quinta-feira e deixou de fabricar 3.780 carros. A média de produção diária na fábrica é de 840 carros. Na Renault, a paralisação iniciada na última sexta-feira causou a redução na produção de 2.340 veículos. Na fábrica da Renault o volume médio de carros é de 780 por dia. A greve tem a participação de cerca de 8,5 mil trabalhadores.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, as duas empresas não apresentaram nova proposta de reajuste salarial. Por esse motivo, a greve terá continuidade. Está marcada uma nova assembleia só para o dia 14 de setembro. Caso aconteça uma negociação antes desta data, a assembleia pode ser antecipada.
A Volks não comenta sobre a greve. A Renault informou que considera a atitude do sindicato incompreensível porque o reajuste salarial ainda está em negociação.
Ontem, houve mais uma rodada de negociação entre o sindicato e a Volvo. Hoje, o sindicato realiza às 7h30 uma assembleia com os cerca de 2,6 mil trabalhadores da fábrica para informar o resultado da negociação de ontem. Não está descarta a possibilidade de paralisações a partir de hoje. A Volvo informou que está negociando e tem uma nova reunião com os trabalhadores amanhã.
Os metalúrgicos da Volks-Audi e Volvo reivindicam 10% de reajuste salarial já em setembro. O índice é composto da seguinte forma: aumento real e correção de 100% do INPC (estimado pelo Dieese entre 4,67% e 4,70%). Além disso, os trabalhadores exigem um abono de R$ 2 mil também em setembro. Na Renault, a reivindicação é a mesma, acrescida de 1% de aumento que ficou pendente da negociação de 2008. Na Volvo, os metalúrgicos pedem ainda o reajuste do vale-mercado, que está congelado há 13 anos em R$ 60,00.
De acordo com o sindicato, a greve nas duas montadoras afeta diretamente o setor de autopeças.


