Curitiba- A greve dos servidores do Instituto Nacional de Seguro Social, que completa 56 dias hoje, resultou em redução na quantidade de benefícios concedidos e no ingresso de requerimentos de novos benefícios. Dados dos atendimentos prestados no Paraná em junho, mês em que a greve teve início, mostra que o número de benefícios concedidos caiu 32% em relação ao mês anterior. Foram 16.165 benefícios concedidos contra 23.575 em maio. A greve também resultou na queda de 42% nos pedidos de benefícios. Em junho, o INSS registrou 12.446 requerimentos contra 21.341 no mês de maio.
Segundo ao Departamento de Comunicação Social do INSS no Paraná, a greve atinge apenas 20% dos servidores. De 1.654 funcionários no Paraná, 340 estão em greve. O problema é que a maioria atua em agências, afetando o atendimento. Das 52 agências do INSS existentes no Estado, 24 estão funcionando normalmente. As outras 28, que aderiram à paralisação estão operando parcialmente. Nessas agências, os funcionários estão prestando atendimentos considerados prioritários, que envolvem benefícios em que há perda de salários. É o caso de pedidos de auxílio-doença, salário maternidade e pensão por morte.
A Superintendência do INSS no Paraná acredita que a greve não está causando muitos transtornos. Um dos motivos é que o auxílio-doença, benefício que corresponde a 60% dos pedidos, continua sendo concedido. Outra medida que contribuiu para melhor andamento dos trabalhos foi o fato da gerência já ter implantado, em Curitiba, um sistema de agendamento. Com isso, o segurado que não é atendido ao procurar uma agência do INSS, tem horário marcado para retorno.
O único serviço que parou totalmente foi a abertura de processos de pedidos de aposentadoria, que envolvem contagem de tempo de serviço e têm trâmite mais demorado. O Departamento de Comunicação do INSS alerta, no entanto, que os segurados não serão prejudicados com a greve. Aqueles que completarem tempo de serviço para a aposentadoria nesse período, terão o benefício a partir da data em que adquiriram o direito.
Em Londrina, as duas agências que prestam atendimento ao público funcionam parcialmente. Segundo a chefe de serviço de benefícios da gerência local, Maria Cristina Mello, estão suspensos pedidos de revisão e aposentadorias. Já os casos de auxílio reclusão, perícias e salário maternidade não foram comprometidos.
Maria Cristina informou ainda que dos 72 servidores de Londrina, 35 estão em greve, sendo que a Agência Shangri-lá está com 60% dos funcionários parados e na Agência Centro o índice de servidores em greve é de 30%.(Colaborou Silvana Leão)

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