Curitiba - O segundo dia de greve dos funcionários dos hospitais particulares e filantrópicos de Curitiba teve maior adesão. A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná alegou que, em diversos hospitais, o atendimento mínimo, de 100% dos servições críticos, 70% nos de apoio e 30% no administrativo, não foi respeitado, causando o cancelamento de 154 cirurgias no dia de ontem.
O impasse entre trabalhadores e hospitais levou o Tribunal Regional do Trabalho a chamar uma audiência de conciliação para tentar por fim à greve. Depois de mais de seis horas de audiência, hospitais e trabalhadores não chegaram a acordo e a decisão acerca dos valores de reajuste à categoria ficará a cargo do Tribunal. Até às 21 horas de ontem, a vice-presidente do Tribunal tentava convencer os trabalhadores a, enquanto aguardam a decisão judicial, voltarem ao trabalho, interrompendo a greve. Para isso, os patrões chegaram até a oferecer um adiantamento do eventual reajuste, o que ainda seria analisado pelos funcionários.

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