Greve provoca aumento da criminalidade
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quarta-feira, 11 de julho de 2001
De Salvador, BA 
A menos de cem metros da coordenadoria da Polícia Civil, um assalto a um cursinho pré-vestibular demonstrou anteontem à noite que a violência aumentou em Salvador (BA) com a greve dos policiais militares e civis.
A estudante Marijoce Santana Gomes, 19 anos, estava dentro da sala de aula do Colégio Sartre -um dos mais tradicionais do Estado- quando foi atingida no tórax por um tiro. De acordo com a diretoria do estabelecimento, quatro assaltantes invadiram o cursinho e subiram até o quinto andar, onde fica a tesouraria.
Os assaltantes teriam levado R$ 4 mil do colégio. Quando começaram a descer as escadas do prédio, atiraram para todos os lados. Uma das balas atravessou uma divisória de madeira e atingiu a estudante, disse a delegada Emília Margarida Blanco.
Além da proximidade da coordenadoria da Polícia Civil, o local onde a estudante foi morta fica a menos de 500 metros do prédio do Comando da Polícia Militar da Bahia. Em dias normais, a Avenida Sete de Setembro, onde está localizado o colégio, é uma das mais policiadas da cidade.
A falta de policiamento nas ruas também provocou uma situação constrangedora, ontem, no centro de Salvador. Acusado de tentar roubar um Palio, Augusto Bandeiras dos Santos ficou amarrado a um poste com correntes e cadeados durante quase seis horas. Logo após ser amarrado, o acusado foi chutado várias vezes por populares.
Somente no final da manhã de ontem é que dois PMs foram ao local soltar o acusado. Com muito sangue pelo corpo, Santos recebeu atendimento médico no Hospital Geral do Estado.
Com medo do aumento dos assaltos, empresas de ônibus e peruas que rodam na periferia da capital também reduziram a circulação depois das 20 horas de anteontem. (Agência Folha)


