Greve pode impedir acesso a caixas eletrônicos
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terça-feira, 04 de outubro de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Bancários de Londrina decide hoje, em assembléia marcada para as 19 horas, se irá permitir o acesso de usuários aos caixas eletrônicos durante a greve geral prevista para ter início amanhã. O presidente do sindicato, Geraldo dos Santos, adiantou ontem à Folha que ''a tendência é fechar tudo''.
''Se quisermos dar um choque para resolver rapidamente o problema, temos que fechar tudo. Hoje, as operações feitas no auto-atendimento são maiores do que nos caixas comuns. Se permitirmos o acesso aos caixas eletrônicos, os banqueiros irão usar isso como muleta para arrastar a greve por vários dias, sem ceder às nossas reivindicações'', justificou o sindicalista.
O indicativo de greve nacional foi aprovado no último sábado. Bancários de todo o País pedem reajuste de 11,77%, principal item de uma pauta de 11 reivindicações. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) acenou com apenas 4%, índice rejeitado pela categoria.
Santos lembrou que, na última greve, realizada por 30 dias entre setembro e outubro do ano passado, o funcionamento dos caixas eletrônicos foi mantido. Dessa vez, entretanto, os bancários querem apostar numa greve radical, porém mais rápida. ''Não é interesse do movimento dar prejuízo a ninguém, mas pressionar os banqueiros. Queremos garantir qualidade de vida para o cidadão que trabalha e também para o que depende dos bancos, com a abertura das agências das 9 às 17 horas, em dois turnos. Daria mais emprego e evitaria que pessoas morressem nas filas dos bancos, como já aconteceu'', argumentou.
O presidente do sindicato disse, que por enquanto, nenhuma estratégia foi planejada para permitir que trabalhadores recebam seus salários através dos bancos durante a greve. Os detalhes sobre a organização da greve serão definidos hoje, em assembléia no auditório da Associação Comercial de Londrina (Acil).
O chefe do Procon em Londrina, Gerson da Silva, frisou que o órgão irá exigir dos bancos que ofereçam meios alternativos aos clientes que precisarem pagar contas. ''Ou então que os cidadãos possam pagar suas contas sem multas e juros após o prazo estabelecido. Nesse caso, o banco é que terá de arcar com o prejuízo'', destacou. Como meios alternativos, Silva citou a internet, o banco postal oferecido pelo Bradesco e as lotéricas, no caso da Caixa Econômica Federal (CEF).


