Greve parcial atinge agências do INSS
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quarta-feira, 08 de agosto de 2001
Luciana Pombo<BR>De Curitiba 
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciaram ontem greve por tempo indeterminado por reposição de 75,9% das perdas dos últimos sete anos, concurso público para a contratação de cerca de 10 mil funcionários em todo o Brasil e pela continuidade da Gratificação de Atividade Executiva (GAE) que rende 12,5% a mais nos salários. Esta deve ser uma das maiores greves na Previdência Social já ocorridas até hoje. Além de não termos reposição de perdas, estamos sofrendo com o corte de gratificações em nossos salários. É lamentável esta situação, afirmou o delegado sindical Paulo Tadeu Pereira, do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência Social. A informação oficial ontem era a de que servidores de 25% das agências do Estado aderiram à greve.
As longas filas no INSS foram questionadas pelos grevistas. Em todo o Paraná são 1,6 funcionários distribuídos nas regionais de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. Eles acreditam que a defasagem em número de atendentes chegue a 1,5 mil servidores. Teríamos que dobrar o número de atendentes para evitar as filas que se formam em Curitiba, por exemplo. Temos pessoas que esperam entre seis e 12 horas para serem atendidas, protestou Nelson Malinowski, integrante da Associação dos Servidores da Previdência do Estado do Paraná. O INSS não realiza concurso público desde 1982.
Atualmente, o piso salarial de um médico do INSS é de R$ 700,00 e o teto máximo chega a R$ 1,5 mil. Os demais servidores têm pisos que variam entre R$ 500,00 e R$ 600,00.
Em Curitiba, os seis postos de atendimento ao beneficiário ficaram fechados por causa da greve dos servidores. Apenas as perícias médicas agendadas previamente foram atendidas. Os interessados em solicitação de salário-maternidade poderão acessar a Internet no site www.previdenciasocial.gov.br. Os beneficiários que estiverem com o auxílio bloqueado poderão procurar a chefia dos postos, que estará disponível para o atendimento de casos considerados urgentes. As pessoas que não puderem realizar perícias médicas por causa da greve não serão prejudicadas. Quem não fizer perícia por causa da greve, não terá o pagamento bloqueado, garantiu Malinowski.
Serão diretamente prejudicadas com a greve as pessoas que necessitarem solicitar aposentadoria por tempo de serviço, especiais, por idade, auxílio-doença, acidentes de trabalho e recolhimento de tributos. A movimentação diária de pessoas em cada agência de Curitiba e de Londrina é de 300 pessoas.
Ontem, a assessoria de imprensa do INSS admitiu que a greve atingiu todos os postos de Curitiba. No interior, foram paralisados os atendimentos das agências de Londrina, Campo Mourão e Maringá.


