Greve paralisa Hospital de Clínicas da UEL
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O segundo dia da greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi marcado pela suspensão da maioria dos atendimentos no Hospital de Clínicas (HC). A unidade amanheceu com as portas fechadas e nenhuma senha foi distribuída aos poucos pacientes que foram ao local.
O HC tem 212 funcionários e é especializado em consultas eletivas, coletas e realizações de exames. Em média, 530 pacientes passam diariamente pelo hospital.
''Garantimos os repasses de medicamentos controlados a todos os pacientes, troca de sondas e entrega de bolsas de colostomia. O que é essencial está mantido. Dois servidores estão destacados só para isso'', explicou a integrante do comando de greve Maria Cleide Farias.
No Hospital Universitário (HU), o setor ambulatorial esteve fechado ontem. Pacientes que tinham consultas pré-agendadas tiveram que retornar para casa.
No pronto-socorro a procura espontânea continuava. Segundo a assessoria do hospital, 59 pessoas estavam internadas, 11 acima da capacidade. Na sala de espera mais de dez pessoas aguardavam consultas.
A dona de casa Angela Maria Contrera acompanhava a mãe de 79 anos, que está com o joelho fraturado. ''Ela caiu em casa e quebrou o braço. Depois de certo tempo passou a sentir dores no joelho. A ressonância apontou que um osso está fraturado e ela precisará de prótese'', disse. As duas esperavam há sete horas pelo atendimento. ''Independentemente da espera só quero que ela seja atendida e pare de sentir dor.''
A unidade estava com todos os médicos na escala de plantão, mas sem a retaguarda dos servidores. O pronto-socorro superlotado operava com apenas 50% dos funcionários. ''Não adianta ter docente se não houver corpo técnico ao lado dele. O atendimento fica comprometido'', ressaltou Roberto Mauro, também membro do comando de greve.
Um efeito da greve foi a maior procura por atendimento em hospitais secundários. ''Houve um aumento de cerca de 10%, não é tão expressivo, estamos conseguindo dar vazão (ao fluxo)'', avaliou o administrador do HZS, Guilherme Bellintani.
A espera pela consulta ultrapassava uma hora. A estudante Raquel de Medeiros era uma das 32 pessoas que ocupavam a antessala do pronto-socorro. ''Estou com uma dor forte nas costas, acho que é um problema renal. Fui ao posto de saúde, HC e HU, mas não consegui ser atendida. Agora o jeito é esperar'', lamentou.


